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O tempo de espera

  • 2 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

🐂 Reúne o grupo, salta para a arena, dirige-se ao público e faz uma dedicatória. O forcado coloca o barrete e avança, confiante. Espera pelo arranque do touro.


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🎭 A sala escurece, actores e actrizes a postos, teatro repleto. Terminou o tempo de espera do encenador. Sobe o pano. O momento é agora. 


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😷 Ajustam luvas, máscaras e batas. O monitor cardíaco é ligado. Trocam olhares rápidos e palavras curtas. A futura Mãe dá entrada. Tudo alinhado para receberem uma nova vida.


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O tempo de espera é tremendo. Muitos meses de preparação, para um “momento” que passa a correr.



🍇 Nos vinhos não é diferente. 


Estamos a 1 mês de distância, depois de 11 de trabalho. A expectativa aumenta, cada dia parece suspenso no ar, como se a própria vinha estivesse a segurar a respiração. Agosto é um mês traiçoeiro — demasiado sol pode queimar, demasiada chuva pode estragar.


😬 Há um nervosismo quase infantil, como quando pisamos o palco, ou vemos o touro entrar na arena ou ouvimos o primeiro choro do bebé. Passamos mais tempo a olhar para o céu do que para o relógio. Cada previsão meteorológica é analisada como se fosse uma profecia. Dorme-se pouco, pensa-se muito.


💓 Este é o mês em que o coração bate no ritmo da maturação da uva. É a reta final, onde a paciência é tão importante quanto o trabalho. No fundo, Agosto é um mês feito de emoções condensadas: ansiedade, receio, esperança e orgulho. Até lá, vivemos nesta espera intensa — o último capítulo antes do grande momento.


👉 Mas tudo vale a pena, porque o vinho ocupa um lugar central na cultura portuguesa, é um símbolo de identidade e tradição e um verdadeiro elo social. O vinho português é também um embaixador no mundo, levando consigo a qualidade e autenticidade do país. A sua importância económica é inegável. O vinho é, em Portugal, um património vivo.



🍷 Que o tempo de espera traga bons frutos. 


Desejamos a todos os produtores uma vindima bem sucedida. 



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